A agricultura obteve avanços significativos nos últimos 50 anos.  Tradicionalmente, o agronegócio é um dos principais motores da economia brasileira, tendo fechado 2017 com um PIB de R$ 1,4 trilhão, segundo a CEPEA.  

A modernização dos processos permitiu um ganho de escala e produtividade. Porém, é importante que um dos setores mais antigos do mundo abrace a transformação digital impulsionada pela conectividade para dar um passo adiante.

De acordo com a análise da McKinsey, se a conectividade for implementada com sucesso na agricultura, o setor poderia gerar US$ 500 bilhões em valor adicional ao produto interno bruto global até 2030.

Partindo dessa necessidade, vemos um movimento, ainda recente, do surgimento das agrotechs. Mas você sabe exatamente o que isso significa e qual o impacto no mercado? 

Ainda não? Então continue lendo esse artigo.

Transformação digital no agronegócio 

O crescimento no setor é necessário por diversas razões e uma delas é o aumento da demanda por alimentos. A população global deve chegar a 9,7 bilhões de pessoas em 2050, o que vai demandar 70% mais calorias para consumo.

Ao mesmo tempo, até 2030, é esperado que o abastecimento de água fique 40% menor para o atendimento das necessidades globais. Juntando isso com o crescente custo de energia e mão de obra, já conseguimos desenhar um cenário bem desafiador. 

Além disso, temos um quarto da terra para cultivo em estágio de degradação e precisa de uma grande restauração antes de poder sustentar novamente as safras em grande escala.

Com todo esse cenário, parece que só mesmo a tecnologia pode ajudar a salvar a agricultura.

Solução e inovação com as agrotechs

As agrotechs são novas startups focadas em soluções tecnológicas para o agronegócio. Atualmente, as agrotechs estão concentradas, em sua maioria, no Estado de São Paulo (46%), mas também vemos atuação expressiva em Minas Gerais (18%) e Paraná (12%). 

Sabemos que em qualquer setor, a tecnologia pode favorecer os ganhos em relação à produtividade e agilidade nos processos, resolvendo de forma inovadora, problemas antigos. 

Um exemplo claro solucionado com a tecnologia dentro do agronegócio são as pragas que tem potencial de destruir plantações inteiras e hoje, com soluções inovadoras, a tecnologia consegue mapear problemas como esses. As soluções mais comuns podem envolver, até mesmo, robótica e internet das coisas.

Em resumo, atualmente há diversos exemplos da aplicação de tecnologias no setor como: sensores de alta tecnologia, mapeamento de áreas por satélite, pulverização por drones e de alta precisão, inteligência artificial para cuidado com o rebanho.

Dado o cenário que mencionamos mais acima, ver as agrotechs começando a tomar força no mercado, nos dá uma esperança de que vamos conseguir chegar muito mais longe com a tecnologia. 

Mas é claro que  ainda há um longo caminho a ser percorrido e é por isso que as agrotechs estão despontando como a grande promessa para a evolução do agronegócio, trazendo novos recursos para o campo.

E vale destacar que a evolução do agronegócio é impactado também pelos campos de alimentação e saúde. Estes setores estão conectados por si só, uma vez que tendências e novos hábitos saudáveis geram desdobramentos em toda cadeia produtiva, tanto no setor de alimentação e, consequentemente, no agronegócio.

Dito isso, será que poderíamos unir forças entre esses três setores atrelados a tecnologia e garantir um futuro mais eficiente e sustentável? É daí que surge o conceito de convergência biodigital.

Convergência Biodigital e o futuro sustentável

A Convergência Biodigital já é um conceito muito comum para nós aqui da Bluefields. Em resumo, é uma proposta de unir tudo o que é bio (saúde, alimentação, agronegócio, etc) com o mundo digital. Com diversas sinergias identificadas, estes setores podem juntos criar um ecossistema para fomentar inovações biodigitais, aproveitando o que tem de melhor no Brasil. Afinal, colaboração é a palavra chave e o combustível de todo projeto de inovação. 

Se tratando de ecossistema de startups, as verticais que se encaixam na convergência biodigital são healthtechs, foodtechs, agtechs, indtechs, entre outras tantas tecnologias transversais relacionadas à essas indústrias.

O Brasil tem um futuro brilhante no Biodigital. Cada vez mais vemos surgir startups relacionadas à essa convergência. Juntas, chegam a cerca de 5 mil startups no país, o que corresponde a mais de 30% do total, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABS) e mapeamentos setorizados. Além disso, dos investimentos realizados pelas principais redes de investidores-anjo do Brasil nos últimos anos, cerca de um terço das investidas são dos setores do biodigital.

São muitas as possibilidades de inovação nos setores do Biodigital. É por isso que nós aqui na Bluefields temos nos especializado cada vez mais nesse assunto. 

Você quer saber mais sobre esse tema e entender como impactar seu negócio com a convergência biodigital? Então baixe o nosso novo ebook “Inovação Biodigital”. Com ele, você terá um panorama geral do mercado, entrevistas exclusivas com líderes da área, cases e muito mais.  


Isabella Molinari
Isabella Molinari

A Isabella é Relações Públicas por formação e possui experiência em unicórnios como Quinto Andar e Loft. Atualmente ela colabora com textos sensacionais para o nosso blog e Linkedin. A Isa está atualmente no processo de abrir seu próprio negócio e sabe melhor que ninguém os perrengues da vida empreendedora.

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