Sabemos que para quem é empreendedor, existe sempre uma busca incessante para criar novos produtos, desvendar mercados e trazer serviços totalmente novos. 

E temos diversos motivos que influenciam para que novas empresas busquem os caminhos da inovação, como por exemplo: aumentar a eficiência das equipes, reduzir custos dos processos, melhorar experiência dos clientes e até mesmo, se manter vivo em um mercado tão competitivo. 

Mas é importante destacar que o conceito de inovação não é algo rígido e cravado em pedra. Apesar do entendimento do que é inovação ser algo mutável de acordo com a visão de alguns autores, existe um consenso em todos de que um produto ou serviço inovador deve atender três princípios básicos: 

  • ser único no mercado; 
  • focar no benefício para o consumidor;
  • agregar valor para os stakeholders.

Pensando nesses três princípios temos uma metodologia que pode te ajudar a conseguir um diferencial de mercado com uma vantagem competitiva sustentável, que chamamos de inovação disruptiva.

Quer saber mais? Continue lendo esse artigo! 

Conceito de Inovação Disruptiva

Fonte da imagem: MJVInovation

A teoria da inovação disruptiva foi criada pelo professor de Harvard Clayton M. Christensen, e popularizada com o seu livro “O Dilema do Inovador”, publicado em 1997.

Segundo Christensen, inovação disruptiva é o fenômeno onde uma inovação transforma um mercado ou setor existente através da introdução de simplicidade, conveniência e acessibilidade em empresas onde a complicação e o alto custo lideram a cadeia produtiva. 

Com base nessa metodologia podemos entender que, quando um nicho de mercado está estagnado e consequentemente defasado, ele pode ser surpreendido com algo totalmente novo, redefinindo completamente a indústria. 

De forma mais clara, isso significa que um produto ou serviço pode se tornar obsoleto assim que surge outra proposta, com o mesmo intuito para o consumidor final, transformando a experiência, superando preço e qualidade. 

O impacto dessa inovação é tão grande que acaba gerando uma mudança no comportamento de consumo do público em geral. 

Temos um clássico exemplo dos celulares, tomando o espaço dos telefones fixos ou, um exemplo mais recente de inovação disruptiva que podemos avaliar é a plataforma Spotify, que olhou para uma realidade onde os CDs eram caros, com apenas algumas músicas e a demanda das pessoas por músicas era grande. 

Assim, a empresa conseguiu pensar em uma forma de atender essa necessidade do consumidor, oferecendo modelo de SaaS (software as a service), onde o cliente paga pelo uso da plataforma, e não pela música em si. Dessa forma o mercado de CDs quase se tornou obsoleto, ao ponto que as pessoas encontraram uma solução melhor e mais acessível. 

Foco em oportunidades para novos mercados

A inovação disruptiva tem como objetivo tornar produtos e serviços mais acessíveis disponíveis para um número maior de pessoas. E isso acontece de forma mais objetiva porque ela atua em mercados que grandes empresas já estabelecidas acabam não dedicando sua atenção. 

Enquanto organizações tradicionais tentam oferecer produtos e serviços cada vez melhores aos seus clientes mais lucrativos e exigentes, os clientes menos rigorosos e que não aumentam o ticket médio da empresa são ignorados. E é aí que a inovação disruptiva ganha espaço. 

Ela foca em criar um mercado que antes não existia, encontrando maneiras de transformar não-consumidores em consumidores.

E essa metodologia pode estar mais próxima do que você imagina como, por exemplo, nos computadores, forno de microondas, a fotografia digital, tecnologia de armazenamento em nuvem e serviços de streaming.

Os 3 elementos da disrupção

Para entendermos melhor a base da inovação disruptiva, vamos dar um pouco mais de contexto sobre seus principais pilares: 

  • Acessibilidade

Para dar início a uma solução disruptiva, precisamos nos atentar para a acessibilidade. A ideia inovadora precisa ser facilmente adotada pela sociedade, tanto em questão de preço quanto de usabilidade. 

Por exemplo, se pegarmos a impressora 3D em 2007, os preços da tecnologia chegavam a custos exorbitantes (US$ 40 mil em média) e pouco acessíveis, mas hoje existem modelos de apenas US$ 100. Então, apesar de ser uma proposta inovadora, essa solução só é capaz de transformar mercados se for incorporada pela maior parte dos usuários.

  • Conveniência

Inovações são disruptivas quando solucionam problemas reais das pessoas. Elas devem promover o bem-estar do consumidor final e é aí que podemos visualizar o pilar de conveniência. 

Um bom exemplo para exemplificar o conceito de conveniência é o diciclo da Segway (uma espécie de patinete motorizado) que veio com a proposta de revolucionar o transporte urbano. Apesar de ser inovador, a ideia enfrentou uma série de obstáculos como falta de infraestrutura das cidades e um grande desinteresse dos usuários. Hoje, é comum vermos o produto sendo usado apenas por seguranças em shoppings.

  • Simplicidade

E, por fim, temos o pilar da simplicidade. Não é de hoje que sabemos o quanto podemos ser impactados por conta do design de um produto, certo? E isso é extremamente importante para a aceitação de uma inovação e, consequentemente, para o seu potencial disruptivo.

Aqui temos como exemplo os laserdiscs, que foram os primeiros discos ópticos com leitura de vídeo a serem lançados, 20 anos antes do DVD. Porém, não eram nada práticos, pois tinham o tamanho de vinis, além de serem muito frágeis, e claro que o resultado não foi nada satisfatório. Os consumidores não receberam bem a proposta e o produto perdeu força no mercado. 

Como aplicar a metodologia e iniciar a criação de um negócio disruptivo?

Se você chegou até aqui deve estar se questionando: e na prática, como isso funciona?

Bom, se você tem uma ideia que acredita ter potencial para uma inovação disruptiva, vale a pena fazer algumas reflexões antes de iniciar os próximos passos. Christensen propõe que você responda a algumas perguntas para refletir se, afinal, sua ideia tem, de fato, potencial disruptivo:

  • Existe um grupo relevante de pessoas que não tem acesso a sua solução? 
  • Atualmente, para usar esse produto ou serviço, as pessoas precisam ir a um lugar específico ou contratar pessoas específicas?

Se você respondeu “sim” para as duas perguntas, você está no caminho certo para uma inovação disruptiva de “novo mercado”. 

Por fim, mas não menos importante, pense se a sua inovação é capaz de causar uma disrupção, de fato, em todos os concorrentes estabelecidos. Esse é o ponto mais sensível: se algum deles for capaz de rapidamente transformar a sua inovação disruptiva em uma inovação sustentável, ele realizará essa ação com muito mais recursos que você e com uma marca muito mais forte que a sua. Fique atento! 

Quer saber mais como evoluir com a solução disruptiva para o seu negócio? Entre em contato com a Bluefields e fale com os nossos especialistas. 


Isabella Molinari
Isabella Molinari

A Isabella é Relações Públicas por formação e possui experiência em unicórnios como Quinto Andar e Loft. Atualmente ela colabora com textos sensacionais para o nosso blog e Linkedin. A Isa está atualmente no processo de abrir seu próprio negócio e sabe melhor que ninguém os perrengues da vida empreendedora.

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