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Muitos profissionais e líderes espirituais utilizam o termo Business as Mission (BaM) ou Missão Empresarial, que consiste numa atividade econômica legítima desempenhada por um profissional que se doa como um veículo para compartilhar o amor de Cristo.

Uma empresa BaM deve:

  • ser lucrativa e sustentável;
  • criar empregos e riqueza local;
  • produzir capital espiritual.

Quando tudo está indo bem, é fácil. Mas é muito difícil ser cristão quando surgem desafios, principalmente no âmbito do trabalho, quando a fé e a resiliência são colocadas à prova. Por outro lado, é nesse contexto que surgem as oportunidades de mostrar o quanto Deus é relevante na vida empreendedora.

O objetivo deste artigo é explicar o conceito e o impacto do movimento Missão Empresarial na sociedade. Boa leitura!

Quais os pilares da Missão Empresarial (BaM)?

O BaM pode acontecer em todos os locais de trabalho em que se realiza o empreendedorismo. Três proposições podem ajudar a justificá-lo:

A pureza do trabalho

Não devemos nos sentir culpados pelo sucesso nos negócios. Embora a ambição e o trabalho possam nos fazer pecar, o empreendedorismo pode ser uma ferramenta que oferece muitas oportunidades para glorificar a Deus.

O cristão no trabalho

Cristãos empreendedores devem se engajar no trabalho como qualquer outra pessoa, mas viver de forma diferente da maioria e, de maneira ética e justa, enxergar seus clientes de maneira diferente, amando e servindo aos outros em suas comunidades.

A obra e o Reino de Deus

De forma mais específica e direta, podemos avançar no reino de Deus fazendo discípulos de todos os povos por meio dos relacionamentos gerados no network da empresa e também participar de iniciativas de negócios que ajudem as pessoas com seus produtos e serviços. Na parte social, a própria geração de empregos pelos empreendedores é considerada a maior realização na área, uma vez que oferece oportunidade para as pessoas contribuirem com seus dons e também sustentarem suas famílias com o seu trabalho.

Qual é a diferença entre Business as Mission e Business for Mission?

O Business for Mission é o conceito onde empresas têm o propósito de alocar parte do resultado financeiro em obras e projetos missionários.

Na estratégia de Business as Mission, por sua vez, o empreendimento é a própria missão. Ou seja, são elementos intrínsecos em que o negócio é criado para contribuir com a obra missionária por meio do testemunho cristão intencional, da geração de empregos e de relações de trabalho produtivas.

Quais empresas adotam o ecossistema do BaM?

Qualquer empresa pode adotar o BaM desde que ela entenda a necessidade de ser direcionada pelo Espirito Santo e administrada por um líder piedoso, que usa seu tempo, talento e dinheiro para atender as necessidades espirituais e/ou físicas de sua comunidade a fim de que os propósitos de Deus sejam cumpridos.

Isto pode ser feito de várias maneiras, desde disponibilizar estudos bíblicos em suas dependências, dar testemunho para fornecedores, discipular funcionários e etc. O grande ponto é que para cada negócio existirá um forma específica para contribuir no avanço do evangelho.

Como as empresas e a comunidade se beneficiam pela Missão Empresarial?

As fronteiras de muitos países estão fechadas para trabalhos assistenciais e ajuda social, o que não acontece em relação às empresas, que, por meio de globalização, avanços tecnológicos e urbanização, oferecem a oportunidade de investimentos, geração de renda e desenvolvimento econômico às comunidades em que estão inseridas. Daí surgem grandes oportunidades para dar testemunho em locais de difícil acesso.

A Missão Empresarial também é vista como uma maneira mais natural de se relacionar com as pessoas locais por meio da convivência no trabalho, parcerias e do bom exemplo, já que, em muitos casos, é preciso demonstrar o que é ser cristão para, posteriormente, ter a oportunidade de apresentar Cristo à sociedade.

Qual a realidade do BaM no Brasil?

O Brasil envia muitos missionários ao mundo e tem um potencial enorme para, daqui a alguns anos, ser um centro de referência de BaM com muitos casos de sucesso. Apesar disso, no país, ainda existe o conceito de que servir a Deus é atuar somente na igreja, e de que fazer missões é para pessoas avessas ao lucro, que fizeram voto de pobreza.

Isso torna a discussão e a difusão do movimento de Missão Empresarial no Brasil um verdadeiro desafio: estamos bastante atrás na evolução da estratégia dos EUA e Coreia do Sul. Muitos brasileiros enxergam o lucro e negócios como sendo algo exclusivamente ruim, e não consideram as grandes oportunidades de como Deus pode utilizar negócios e empreendedores para avançar o Reino.

A Missão Empresarial tem muito a oferecer para a economia e a sociedade brasileira, que precisa ter uma visão de negócio mais holística, já que para Deus não existe a separação entre secular e sagrado, tudo é sagrado para Deus, tanto nossa vida espiritual quanto nossa vida profissional.

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